quinta-feira, 29/10/2026

Cara-de-Barro’ traz uma nova perspectiva do vilão do Batman com elementos de terror e sequências impactantes; g1 analisa o filme.

Com a estreia de “Cara-de-Barro” nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22), o público é apresentado a uma nova vertente dentro do universo DC. Este filme, que marca a primeira incursão do DCU no gênero…

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Com a estreia de “Cara-de-Barro” nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (22), o público é apresentado a uma nova vertente dentro do universo DC. Este filme, que marca a primeira incursão do DCU no gênero do terror, traz uma proposta ousada para a narrativa, especialmente sob a direção de James Gunn, que busca expandir as fronteiras do que se espera das adaptações de quadrinhos.

Diferente das produções mais tradicionais centradas em heróis, “Cara-de-Barro” foca em um vilão menos conhecido, Matt Hagen, interpretado por Tom Rhys Harries. A história acompanha a transformação de Hagen, um ator em ascensão que, após uma série de desastres pessoais, se submete a um experimento que o transforma de maneira grotesca. Este arco narrativo permite uma exploração profunda de temas como a decadência e a vingança, sem cair na tentação de fazer de seu protagonista uma figura digna de compaixão, aspecto que diferencia o filme de obras como “Coringa”.

O roteiro, elaborado por Mike Flanagan e Hossein Amini, se inspira em episódios da clássica “Batman: A Série Animada”, mas também incorpora elementos de outros filmes de terror, como “A Mosca” e “Darkman”. Apesar de não apresentar uma originalidade absoluta, essas referências enriquecem a trama, que se desenrola de maneira envolvente e tensa.

A direção de James Watkins é outro ponto forte do filme. Ele consegue criar um ambiente de suspense sem recorrer a sustos clichês, ao mesmo tempo em que intensifica a deterioração mental de Matt Hagen. Uma das cenas mais memoráveis ocorre em uma boate, onde a habilidade de Hagen em se disfarçar se torna crucial para o desenrolar da história, revelando a versatilidade do personagem e a capacidade do diretor de manejar sequências complexas.

Os efeitos visuais e de maquiagem também se destacam, com transformações que beiram o grotesco e se alinham ao subgênero “Body Horror”. Embora o filme não alcance os extremos de clássicos como “A Mosca”, ele provoca reações intensas no público, especialmente entre aqueles que preferem um terror mais visceral.

Quanto ao elenco, Tom Rhys Harries brilha como Hagen, trazendo uma mistura de fragilidade e intensidade que cativa o espectador ao longo da trama. Naomi Ackie se destaca como a Dra. Caitlyn Corr, apresentando uma química palpável com o protagonista, enquanto outros personagens, como o policial John Borelli, interpretado por Max Minghella, permanecem em papéis mais funcionais. O vilão, vivido por David Dencik, embora correto, não se torna memorável, o que levanta questões sobre o desenvolvimento de antagonistas no DCU.

Por fim, “Cara-de-Barro” se mostra uma adição intrigante ao universo que James Gunn vem construindo. Mesmo sem referências explícitas a figuras icônicas da mitologia do Batman, o filme entretém tanto os fãs dos quadrinhos quanto os amantes do terror. A expectativa fica por conta de como esse vilão multifacetado se integrará às futuras produções do DCU, possivelmente até mesmo enfrentando o próprio Batman. O público pode ficar ansioso para ver essa evolução, sem dúvida, não reclamará dessa nova abordagem.