A música nordestina perdeu um de seus maiores ícones com a morte de Oswaldinho do Acordeon, ocorrida no último domingo, 25 de abril, aos 72 anos. O falecimento do sanfoneiro foi anunciado por seu amigo Rodolfo Forte e pelo radialista Orlando Camboim, que não divulgaram a causa da morte. A partida de Oswaldinho deixa uma lacuna no universo do forró, onde ele se destacou como um virtuoso do acordeão.
Nascido em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, Oswaldo de Almeida e Silva, desde muito jovem, moldou sua carreira em torno da sanfona, inspirando-se em seu pai, Pedro Sertanejo, e em renomes como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Essa influência o levou a se tornar um dos principais nomes do forró, ampliando sua sonoridade ao misturar ritmos como rock, jazz e até música clássica.
Oswaldinho deu seus primeiros passos na música aos nove anos, participando de gravações junto a seu pai. Com apenas 12 anos, lançou seu primeiro single, solidificando sua trajetória ao longo de seis décadas. Sua discografia é rica, com álbuns marcantes lançados desde a década de 1970, como “Fantástico Oswaldo Silva” e “Só quero um xodó”, que destacaram sua habilidade técnica e musical.
Na década de 1980, seu álbum “Forró in concert” abriu as portas para o reconhecimento internacional, levando sua música a festivais na Europa. Ao longo da carreira, Oswaldinho continuou a inovar, como evidenciado em trabalhos posteriores, como “Asa branca blues” e “Forró chorado”, que mostraram sua capacidade de mesclar diferentes estilos musicais. A contribuição de Oswaldinho do Acordeon para a música brasileira é inegável, e sua memória permanecerá viva entre os admiradores de sua arte.



