quinta-feira, 29/10/2026

Mulher relata em depoimento que Russell Brand a constrangeu a fotografá-lo sem roupas.

O julgamento de Russell Brand, que ocorre no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, está atualmente em seu segundo dia, e os detalhes apresentados até agora são profundamente perturbadores. As acusações contra o…

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O julgamento de Russell Brand, que ocorre no Tribunal da Coroa de Southwark, em Londres, está atualmente em seu segundo dia, e os detalhes apresentados até agora são profundamente perturbadores. As acusações contra o ator e comediante britânico envolvem seis mulheres e datam de um período entre 1999 e 2009, com Brand negando todas as alegações.

No centro das atenções, a primeira denunciante compartilhou sua narrativa angustiante, detalhando um incidente que ocorreu em um hotel durante a conferência do Partido Trabalhista em 1999. Em um vídeo exibido ao júri, composto por oito homens e quatro mulheres, a mulher descreveu como foi estuprada por Brand após ele solicitar que ela tirasse fotos dele seminu. “Eu duvidei se era estupro porque parecia tão normal”, relatou, enfatizando a confusão que sentiu na ocasião. “Desculpe… ele basicamente me estuprou — eu sei que isso aconteceu.”

O relato da denunciante revela uma dinâmica de manipulação e desumanização. Inicialmente, ela acreditava que Brand fosse um cavalheiro e até presumiu que ele pudesse ser gay. Essa percepção a levou a convidá-lo para seu quarto, acreditando que a conversa seria sobre uma causa em comum. A situação rapidamente se transformou, e a mulher se viu em uma posição vulnerável, quando Brand, ao voltar do banheiro, estava seminu e começou a exigir que ela o fotografasse. Foi nesse momento que o medo começou a se instalar.

O depoimento destaca a luta da mulher contra a agressão. Ela tentou resistir, mas se sentiu impotente diante da força de Brand, descrevendo um estado de dissociação. “Mas sei que disse não”, afirmou, reforçando a clareza de seu consentimento negado. Após o ato, o ator agiu como se nada tivesse ocorrido, deixando a vítima em estado de choque e terror. Ela se recorda de trancar a porta e colocar uma cadeira em frente, temendo que ele voltasse. O impacto emocional foi devastador, levando-a a passar horas se lavando e sentindo-se culpada, além de ser atormentada por pesadelos sobre uma possível gravidez.

Esses relatos, que estão sendo cuidadosamente examinados pelo tribunal, não apenas lançam luz sobre a suposta conduta de Brand, mas também sobre as complexas dinâmicas de poder e consentimento que permeiam casos de agressão sexual. O julgamento continua a ser um momento crucial para a discussão sobre a responsabilidade dos agressores e o impacto duradouro que esses eventos têm sobre as vítimas.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — NoName_13 (pixabay)