sexta-feira, 30/10/2026

Influencer Malévola Alves é presa no Egito por conteúdo considerado impróprio

A influenciadora digital Malévola Alves foi presa no Egito nesta terça-feira (20) sob a acusação de “comportamento obsceno” e gestos de natureza sexual, após a divulgação de vídeos que mostram interações provocativas com homens…

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A influenciadora digital Malévola Alves foi presa no Egito nesta terça-feira (20) sob a acusação de “comportamento obsceno” e gestos de natureza sexual, após a divulgação de vídeos que mostram interações provocativas com homens locais. As imagens, que rapidamente se tornaram virais nas redes sociais, revelam momentos em que Malévola e uma amiga aparecem se beijando e tocando os homens em várias situações, tanto dentro de um carro quanto na rua.

De acordo com um comunicado do Ministério do Interior egípcio, a detenção ocorreu na província de Alexandria, a aproximadamente 200 km do Cairo, como resultado de uma investigação sobre os vídeos controversos. “Após uma apuração sobre os comportamentos exibidos nas gravações, que mostravam turistas estrangeiras adotando posturas obscenas em espaços públicos, conseguimos identificar e prender as duas mulheres”, informa a nota oficial, divulgada em árabe.

Durante o interrogatório, as turistas admitiram que os vídeos foram filmados e postados intencionalmente em suas redes sociais, com o intuito de atrair mais visualizações. As autoridades, a partir desse ponto, iniciaram os procedimentos legais adequados, delegando o caso ao Ministério Público.

Antes da confirmação da prisão, Malévola relatou em suas redes sociais que ela e a amiga foram levadas a uma delegacia durante um passeio em Alexandria. O relato incluía a retenção de seus passaportes pelos policiais e questionamentos sobre a identidade de gênero de Malévola, que é uma mulher trans.

Embora a legislação egípcia não proíba explicitamente a homossexualidade ou a transexualidade, o país é conhecido por sua postura repressiva em relação à comunidade LGBTQIA+. As autoridades frequentemente utilizam leis de moralidade pública para justificar investigações e detenções, demonstrando um padrão preocupante de violação de direitos e liberdade de expressão.

Crédito da imagem: A influenciadora Malévola Alves