Faleceu na noite do último domingo, 18 de outubro, aos 84 anos, o icônico cantor e compositor Benito Di Paula, em um hospital em São Paulo, após uma luta contra o câncer. O artista, que se tornou um dos grandes nomes da música brasileira nos anos 1970, deixa um legado indelével na cena musical nacional.
Nascido Uday Velloso em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, Benito Di Paula ganhou fama com um estilo que misturava samba e piano de uma forma única, marcando sua diferença em relação a outros grandes sambistas da época. Ele se autodenominava um “sambeiro” e “pianeiro”, destacando-se pelo toque diferenciado que trouxe ao gênero.
O cantor despontou no cenário musical com seu álbum de estreia em 1971, mas foi em 1973 que sua carreira realmente deslanchou com o sucesso “Retalhos de cetim”. Essa canção se tornou um marco, dando início a uma sequência de hits que encantaram o Brasil até meados da década de 1980. Sucessos como “Charlie Brown” e “Vai ficar na saudade” consolidaram sua identidade musical e o tornaram uma referência na música popular.
Embora sua produção tenha diminuído nas décadas seguintes, Benito continuou a lançar álbuns, sendo seu último trabalho, “O infalível zen”, lançado em 2021, uma celebração de seus 80 anos. Nos últimos anos, sua obra foi reavaliada e passou a ser homenageada, mas o reconhecimento do público sempre foi uma constante em sua trajetória.
Com a morte de Benito Di Paula, o Brasil se despede de um artista que soube transformar sua vivência e criatividade em música que ressoou profundamente na alma do povo. Sua história, marcada por inovações e uma sonoridade única, permanecerá viva na memória de todos que tiveram o privilégio de ouvir suas canções.



