Jason Momoa, conhecido por seus papéis marcantes, volta a se aventurar no universo das produções que celebram a cultura brasileira. Após sua interpretação do vilão Dante Reyes em “Velozes e Furiosos 10”, o ator agora assume o papel de Blanka na nova adaptação de “Street Fighter”, que chegou aos cinemas nesta quinta-feira (15). Em tom descontraído, Momoa afirma que sua associação com personagens brasileiros é meramente coincidente, mas a verdade pode ser um pouco mais complexa, considerando o impacto cultural que o Brasil tem em sua carreira.
No filme, Blanka, um dos personagens mais icônicos da franquia de jogos de luta, é apresentado em uma narrativa que explora sua origem inusitada, criada por enguias e batizada de Jimmy. Essa escolha, embora estranha para um brasileiro, é uma referência direta aos jogos, que há anos discutem a verdadeira nacionalidade do personagem. A desenvolvedora Capcom, responsável por “Street Fighter”, reafirma que Blanka é, de fato, brasileiro, o que, sem dúvida, traz um toque especial para a interpretação de Momoa.
Em uma entrevista, o ator brincou sobre seu “contrato” para interpretar brasileiros e compartilhou sua experiência de vida no Brasil, onde diz ter estado várias vezes. “Acho que, antes de eu assinar para cada um dos personagens, eles já eram do Brasil. Eu amo o Brasil”, comentou, ressaltando a conexão que sente com o país.
Além de seu papel como Blanka, Momoa também é produtor da obra, que gira em torno da relação entre dois lutadores de artes marciais, Ryu e Ken, e uma mulher misteriosa que os envolve em um torneio orquestrado por um ditador. Os atores principais, Andrew Koji e Noah Centineo, expressaram a importância da convivência durante as filmagens na Austrália, onde se tornaram uma verdadeira “família” ao longo do processo de treinamento e preparação para as cenas de ação.
A escalação do filme é notável, reunindo um elenco diversificado que inclui atletas de MMA, lutadores de wrestling e músicos, refletindo a essência multicultural que “Street Fighter” sempre representou. O diretor Kitao Sakurai enfatizou que a diversidade é fundamental para capturar o espírito do jogo, onde cada personagem traz uma história única que torna a experiência ainda mais rica e divertida. Assim, “Street Fighter” se apresenta não apenas como mais um filme de ação, mas como um tributo à variedade cultural que permeia a franquia.
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