quinta-feira, 29/10/2026

Trinta anos após a morte de Renato Russo, colegas da Legião Urbana relembram o legado e o impacto do artista na música brasileira.

Trinta anos após a morte de Renato Russo, sua presença na música brasileira é indiscutível. O cantor e compositor, que liderou a Legião Urbana, deixou um legado musical que ressoa até hoje, não apenas…

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Trinta anos após a morte de Renato Russo, sua presença na música brasileira é indiscutível. O cantor e compositor, que liderou a Legião Urbana, deixou um legado musical que ressoa até hoje, não apenas por suas canções, mas também pela profundidade de sua visão sobre a vida e a sociedade. Em uma reportagem veiculada pelo Fantástico, os ex-integrantes da banda, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, compartilharam lembranças do artista e refletiram sobre a relevância de sua obra ao longo das gerações.

Os amigos de Renato o descrevem como uma “livraria absurda de textos e música”, ressaltando sua vasta cultura e senso crítico. Dado e Bonfá destacaram características como o humor refinado e a inteligência do cantor, que foram fundamentais para a criação de músicas que se tornaram ícones do rock nacional. A habilidade de Renato em transformar suas experiências pessoais e reflexões sociais em letras acessíveis a todos é um dos motivos pelos quais suas canções, como “Tempo Perdido” e “Faroeste Caboclo”, continuam a tocar novos públicos, mesmo décadas após seu lançamento.

Segundo Dado, a universalidade dos temas abordados por Renato contribui para a atemporalidade de sua obra. Ele evitava referências que poderiam rapidamente se tornar obsoletas, garantindo que suas letras permanecessem relevantes em diferentes contextos e épocas. Essa conexão profunda com o público é outro aspecto mencionado pelos ex-companheiros, que recordam do poder de comunicação de Renato no palco. Marcelo Bonfá relembra que suas performances davam a impressão de que ele cantava diretamente para cada espectador, transformando letras pessoais em experiências coletivas.

A relevância da Legião Urbana se estende a aspectos éticos, estéticos e culturais, conforme destacado pelos músicos. Bonfá enfatiza que a memória de Renato não se limita a amigos e familiares, mas se estende a milhões de fãs que continuam a redescobrir suas composições. Embora tenha falecido em 11 de outubro de 1996, aos 36 anos, em decorrência de complicações relacionadas à aids, suas músicas ainda são presença constante em playlists e eventos musicais.

Ao ponderar sobre o que Renato estaria fazendo caso estivesse vivo, Bonfá afirmou que ele continuaria sua paixão pela música, dedicando-se à composição e à performance. Essa produção artística é o que perpetua a presença de Renato Russo na cultura brasileira. A mensagem que ressoa na reportagem é clara: embora o artista seja mortal, sua arte é eterna.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — u_w24h9b9v3p (pixabay)