A Turma do Pagode, com três décadas de história, se mostrou receptiva e colaborativa em sua mais recente aparição no podcast g1 Ouviu. Durante a conversa, os membros da banda refletiram sobre a importância de apoiar novos talentos do pagode, destacando sua colaboração com o Grupo Chocolate na canção “Alô Virgínia”. O vocalista Leizinho expressou carinho pelos artistas iniciantes, afirmando que a união e o crescimento do gênero beneficiam a todos. “Quanto mais surgirem, melhor para todos nós”, disse ele, enfatizando a tradição de retribuir as oportunidades que receberam no começo da carreira.
Outra questão abordada foi a escolha da banda em não seguir carreiras solo, um fenômeno comum no mercado musical. Leizinho ressaltou que a ambição é natural, mas que o foco no grupo traz uma dinâmica mais saudável. “A gente vende o grupo, não uma voz”, comentou, revelando que a decisão de permanecer unido é estratégica e reflete a essência da banda. Eles se veem como uma “empresa”, onde a responsabilidade é compartilhada, ao contrário do que acontece em projetos individuais.
Além disso, a banda discutiu a escolha pelos álbuns gravados ao vivo, preferindo essa abordagem por considerá-la mais autêntica. Caramelo explicou que gravar ao vivo exige preparação rigorosa e evita a excessiva manipulação na pós-produção. “Álbum de estúdio, você faz e refaz. Ao vivo, se você ficar corrigindo muito, tira o lance do momento”, destacou, sublinhando a importância de capturar a energia do espetáculo ao vivo.
Os músicos também analisaram o atual cenário musical, que permite que artistas de todos os níveis tenham a chance de viralizar, independentemente de recursos financeiros. Eles lembraram com carinho do sucesso de “Camisa 10”, que marcou uma virada significativa em suas carreiras e os levou a novos patamares. “A música mudou nossa vida de um jeito bem legal”, disse Leizinho, reafirmando a importância de momentos decisivos na trajetória de um artista.
A Turma do Pagode também abordou a mistura de estilos em sua música, incluindo a fusão com gêneros como o sertanejo. Leizinho comentou sobre a flexibilidade do grupo em experimentar novos ritmos, ressaltando que essa característica sempre fez parte da identidade da banda. “Tem que fazer sentido com o que a gente acredita”, afirmou, exemplificando a adaptação da canção “Deixa em off”, que ganhou nova vida no formato de pagode.
Por fim, o grupo discutiu a pressão por posicionamentos políticos, com Leizinho e Caramelo refletindo sobre as consequências que os artistas enfrentam ao se manifestar publicamente. “Você tem direito a fazer o que quiser, mas tudo vai ter uma consequência”, observou Caramelo, reforçando a importância de respeitar as escolhas individuais de cada artista. Em tom de brincadeira, a banda finalizou o programa expressando o desejo de gravar com Bruno Mars, imaginando uma colaboração inusitada em que o cantor americano se aventurasse no pagode.



